Foram dez palpites na jornada 38 da Premier League. Cinco resultaram, cinco falharam. Taxa de acerto da jornada: 50%, com uma confiança média de 6,6/10. Publicamos estes números na íntegra para que quem nos lê saiba exactamente o peso a dar à próxima leitura — uma ronda final, sem pressão classificativa na maioria dos jogos, é também um teste à honestidade dos modelos. E o veredicto, esta semana, é que ficámos em cima da linha.
A calibração diz pouco e diz tudo. Não houve palpites na faixa de confiança 1-5 nem na de 8-10. Os dez palpites concentraram-se todos na faixa intermédia: confiança 6-7, com cinco acertos em dez (50%). Por outras palavras, os mercados onde nos sentimos moderadamente confortáveis devolveram exactamente o que uma moeda ao ar devolveria. Não há aqui um bucket de alta confiança a salvar a estatística nem a afundá-la — é um retrato limpo de uma semana cinzenta.
Por analista, a leitura é mais variada. A Felipa Machado fechou a jornada com 2V-1D em 3 (67%), com destaque para o ambas marcam em Nottingham Forest-Bournemouth, confirmado pelo 1-1, e para o under 2,5 em Burnley-Wolves, também resolvido no 1-1. O Lucas Ribeiro acertou no único palpite que assinou: over 2,5 no Manchester City-Aston Villa, com 1-2 a confirmar a leitura de jogo aberto.
As derrotas exigem nome e número. O André Soares fechou em 1V-2D, com a chamada de ambas marcam no Brighton-Manchester United a cair no 0-3 — o United marcou três, o Brighton ficou em branco e a tese de ameaças cruzadas não se materializou. Também o under 2,5 no Crystal Palace-Arsenal falhou com o 1-2. O Miguel Tavares ficou em 1V-2D: o under 2,5 no West Ham-Leeds ruiu com 3-0 logo após o intervalo, e o over 2,5 no Tottenham-Everton caiu num 1-0 paciente. Acrescente-se o BTTS no Fulham-Newcastle, assinado pela Felipa, que falhou com 2-0. Quatro das cinco derrotas tiveram confiança 7/10 — o segmento onde mais nos arriscámos foi também onde mais sofremos.
O que recalibrar para o arranque da próxima época? Duas notas. Primeira: em jornadas de fecho sem pressão competitiva, o reflexo de assumir jogos abertos enviesou demasiado os palpites BTTS, e a amostra desta ronda sugere que a leitura de "tabela arrumada = mais golos" é mais frágil do que parecíamos assumir. Segunda: sem palpites na faixa 8-10, faltou nesta jornada a convicção que historicamente puxa a taxa para cima. O histórico completo continua público em /calibracao, e é aí que continuamos a aceitar ser medidos.