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domingo, 24/05 · 15:00 · City Ground · Jornada 38 · C. Pawson

No City Ground, Forest fecha a época com o Europa à vista

A 38.ª jornada coloca um Nottingham Forest a meio da tabela diante de um Bournemouth que já garantiu a Europa e chega em ritmo de cruzeiro.

Felipa Machado·2 min·18/05/2026
Palpite · Ambas marcam
Confiança 7/10

Ambas as equipas marcam

O Forest sofreu golo em quatro dos últimos cinco jogos e o Bournemouth marca com regularidade. Com Gibbs-White, Kroupi e Semenyo em campo, o ambas marcam impõe-se como leitura natural.

A última jornada da Premier League encontra o Nottingham Forest e o Bournemouth em estados de espírito muito diferentes. No City Ground, os anfitriões fecham a época em 16.º, com 43 pontos somados em 37 jornadas, num registo equilibrado de 11 vitórias, 10 empates e 16 derrotas. Já o Bournemouth chega como sexto classificado, com 55 pontos e o apuramento europeu confirmado através da fase de liga da Europa League. Há, portanto, mais em jogo no plano simbólico do que no plano competitivo: orgulho de fim de época para uns, manutenção de ritmo para outros.

A forma recente diz muito sobre a assimetria deste duelo. O Forest atravessou um Maio irregular, com o LDWWW a esconder uma realidade menos linear. Venceu o Chelsea fora por 3-1 a 4 de Maio, mas levou 0-4 do Aston Villa em terreno alheio na Europa League poucos dias depois, empatou em casa com o Newcastle e perdeu por 3-2 com o Manchester United no jogo mais recente. Há golos a serem marcados, mas há também golos a entrar com regularidade preocupante - 50 sofridos em 37 jornadas confirmam a fragilidade defensiva.

Do lado do Bournemouth, o cenário é o de uma equipa que normalizou a competência. Cinco jogos sem perder (WWDWW), com a vitória mais recente em Craven Cottage, 1-0 frente ao Fulham, a 9 de Maio. São 56 golos marcados e 52 sofridos em 36 jornadas: um conjunto que ataca bem e que aceita correr riscos atrás, sem nunca se desligar do jogo. A diferença de doze pontos para o adversário desta tarde está bem reflectida nos números.

Sem onzes publicados, a leitura passa pelos protagonistas habituais. Morgan Gibbs-White carrega o Forest com 14 golos e 4 assistências em 36 jogos - números de craque numa equipa que precisou dele para quase tudo. Neco Williams aparece como segunda referência ofensiva entre os defesas, embora também lidere a tabela disciplinar com 6 amarelos e uma expulsão. No Bournemouth, Evanilson Kroupi soma 12 golos em 31 jogos e Antoine Semenyo, mesmo com apenas 20 presenças, leva 10 golos e 3 assistências - eficiência rara. Álex Jiménez, com 10 amarelos, é o sinal de que a equipa de Andoni Iraola não fugirá ao contacto.

Falta ainda perceber o contexto motivacional. O Forest acaba a época sem nada para conquistar nem para defender na liga - a permanência está há muito assegurada e o sexto lugar é matematicamente inalcançável. O Bournemouth, esse, já sabe que vai à Europa, mas mantém o sétimo lugar do registo histórico ao alcance e tem cinco jogos sem derrota para defender. Em campos do City Ground, em jornadas finais, costuma sobrar mais coração do que estratégia.

O palpite editorial alinha-se com aquilo que ambas as defesas têm mostrado. O Forest sofreu golo em quatro dos últimos cinco jogos. O Bournemouth também concede com regularidade - 52 golos sofridos não são número de equipa fechada - mas marca em praticamente todos os jogos que disputa. Com Gibbs-White em casa, Kroupi e Semenyo em circulação do lado contrário, e duas equipas que não têm vocação para o bloco baixo, o cenário mais provável é o de ambas marcarem. A linha do over/under 2,5 é mais especulativa, mas o ambas marcam impõe-se como leitura natural.

Recap

Empate a uma bola no City Ground, com o Forest a chegar à vantagem ainda na primeira parte — 1-0 ao intervalo — e o Bournemouth a repor a igualdade no segundo tempo. Sem reviravolta, sem desempate, e com a sensação de que ambas as equipas terminaram a época dentro daquilo que vinham a ser: o Forest competente em casa, o Bournemouth incapaz de baixar o pé mesmo com a Europa já no bolso.

Os números pós-jogo desenham um duelo bastante equilibrado, com ligeira vantagem territorial para os visitantes. O Bournemouth ficou com 55% de posse e somou mais um remate (17 contra 15), mas foi o Forest a chegar com mais perigo à baliza adversária — cinco remates enquadrados contra quatro — e a dominar nos cantos por 6-3. É o retrato de uma equipa da casa que defendeu em bloco mais recuado, sem se desligar da iniciativa, e de um Bournemouth que circulou bola sem traduzir o ascendente em superioridade clara nas zonas de finalização.

A disciplina manteve-se controlada: um amarelo para cada lado, sem expulsões nem cenas de fim de época descontroladas. Aliás, este 1-1 tem precisamente o sabor de jornada 38 sem nada decisivo em cima — duas equipas que cumpriram o guião sem grandes excessos, fechando a temporada com o sexto lugar do Bournemouth confirmado e o Forest a somar mais um ponto para a contabilidade final na zona intermédia da tabela.

O palpite `btts_yes` confirmou-se. A leitura editorial passava por duas defesas porosas e por avançados em forma capazes de furar qualquer bloco — e foi exatamente isso que se viu no marcador. Os 50 golos sofridos pelo Forest na temporada e os 52 do Bournemouth eram aviso suficiente, e o jogo serviu de confirmação. Com confiança 7/10, o ambas marcam era a leitura natural e o jogo entregou-a sem grande margem para suspense. Fica também a nota de que a linha do over 2,5, mais especulativa como tinha sido sinalizado, teria falhado — o que reforça a opção feita no mercado certo.

Telemetria
NOT
Telemetria
BOU
45
Posse (%)
55
15
Remates
17
5
À baliza
4
6
Cantos
3
Palpite registado

Ambas as equipas marcam

Ambas marcam · win · resolução automática 2h após o final

Confiança
7/10
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