Foram 16 palpites na quinta jornada da fase de grupos da CONMEBOL Libertadores. Treze resultaram, três falharam, nenhum ficou em push. A taxa de acerto da jornada foi de 81%, com uma confiança média de 6,4 em 10. Estes números ficam públicos para que o leitor calibre, jornada a jornada, quanto peso dar à análise que a redacção publica. Uma semana de 81% não se repete sempre; o registo serve precisamente para isso, para ser comparado com as semanas más.
A calibração ajudou. Os palpites de confiança alta (8-10) tiveram 2 em 2, ou seja, 100%. Os de confiança média (6-7) tiveram 11 em 14, uma taxa de 79%. Não houve palpites de confiança baixa (1-5) nesta ronda. A leitura é simples: quando os analistas marcaram confiança 8, acertaram; quando moderaram para 6 ou 7, ainda acertaram quatro em cada cinco. A confiança esteve alinhada com o resultado, o que nem sempre acontece.
Entre as melhores chamadas, ambos os palpites de confiança 8 entraram. O Rosario Central a vencer o UCV, assinado por André Soares, fechou em 4-0. O Independiente del Valle a bater o Libertad Asuncion, de Miguel Tavares, terminou 4-1. Acrescente-se o under 2,5 em Palmeiras-Cerro Porteño, de confiança 7, que se resolveu num 0-1 magro, exactamente o tipo de cenário que a tese descrevia.
As três derrotas merecem ser referidas pelo nome. O under 2,5 em Always Ready-Mirassol, de Lucas Ribeiro, falhou num 1-2 que somou três golos; a altitude não chegou para travar o Mirassol. O btts sim em Club Nacional-Universitario, de Miguel Tavares, ficou pelo 0-0 — uma defesa que sofrera nove em quatro jogos resolveu ter a sua melhor noite. E o away win em Junior-Sporting Cristal, de André Soares, caiu num 3-2 para a casa, num jogo que confirmou a fragilidade defensiva do Junior mas no qual o ataque visitante não foi suficiente. Nenhuma das três derrotas teve confiança alta, o que é coerente com o resto da grelha.
Por analista, a jornada distribuiu-se sem grandes assimetrias: Lucas Ribeiro e Miguel Tavares fecharam ambos com 4V-1D em cinco palpites (80%), André Soares com 3V-1D em quatro (75%) e Felipa Machado com 2V-0D em dois (100%). Para a próxima jornada, a observação editorial é contida: 81% é um resultado que pede prudência na leitura, não validação. Os mercados de golos sofreram duas das três derrotas, e é aí que a calibração merece atenção continuada — o histórico completo está, como sempre, em /calibracao.