Foram dezasseis palpites na quinta jornada da fase de grupos da CONMEBOL Sudamericana. Dez resultaram, seis falharam, sem qualquer push. A taxa de acerto da ronda fixou-se em 63% e a confiança média foi de 6,7 em 10. Estes números ficam públicos por princípio: quem nos lê em cada jornada tem o direito de saber o que aconteceu na anterior, sem rodeios e sem selecção conveniente dos jogos lembrados.
A calibração é o ponto mais interessante da semana. Tivemos um único palpite na faixa de confiança alta (8-10) e esse resultou — o que dá 1 em 1, mas com amostra demasiado pequena para celebrar. Nos palpites de confiança média (6-7) ficámos em 9 em 15, ou seja, 60%, ligeiramente abaixo da taxa global da ronda. Não houve qualquer palpite abaixo de 6. A leitura honesta é que a jornada se decidiu inteiramente na faixa intermédia e que o único bilhete forte que arriscámos confirmou-se — mas precisamos de mais do que uma observação para chamar a isso padrão.
A melhor chamada da semana foi a vitória do Atletico Torque sobre o Deportivo Riestra, assinada por Lucas Ribeiro com confiança 8 e selada por um 4-1 que não deixou margem para dúvidas. O mesmo Lucas Ribeiro fechou a ronda com 4 em 4, incluindo o under no River Plate-Bragantino (1-1) e a vitória fora do Carabobo em Blooming (0-2). André Soares teve uma única entrada — o under em Grémio-Palestino — e também acertou.
As derrotas exigem o mesmo destaque. O Macará-Alianza Atlético era um palpite de confiança 7 de Miguel Tavares na vitória caseira e ficou-se por um 0-0 que não estava no guião. O Boston River-O'Higgins, também de confiança 7, terminou 3-2 para a equipa da casa quando tínhamos apontado o triunfo chileno fora. Felipa Machado falhou três undertests — Cuenca-Recoleta (2-2), Santos-San Lorenzo (2-2) e o BTTS falhado em Petrolero-Botafogo (0-3) — e fechou a jornada com 2 em 5. Miguel Tavares ficou em 3-3, num saldo neutro que contrasta com a campanha completa de Lucas Ribeiro.
O que retirar para a sexta jornada: os mercados de under 2,5 funcionaram em quatro das cinco entradas, mas o BTTS dividiu-se em três acertos e dois falhanços, o que sugere que a tese de "defesas fragilizadas obrigam a marcar" precisa de um filtro mais apertado em jogos onde uma das equipas já está apurada. A confiança 6 continua a ser, nesta época, a fronteira em que mais hesitamos — e a página de calibração servirá precisamente para confirmar se essa intuição tem suporte na amostra longa.