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quarta, 20/05 · 22:00 · Fase de Grupos · J5 · Alexis Herrera, Venezuela

Santos encurralado recebe um San Lorenzo que não perde

Quarto classificado e sem vitórias no grupo, o Santos joga em casa contra o líder invicto. A matemática aperta na Vila.

Felipa Machado·2 min·18/05/2026
Palpite · Total de golos
Confiança 7/10

Menos de 2,5 golos

San Lorenzo tem apenas 2 golos sofridos em 4 jornadas e aceita bem o empate fora; Santos marcou só 3 em 4 e vem de 0-3. O perfil dos jogos aponta para poucos golos.

A quinta jornada do grupo apanha o Santos no pior momento possível. Quarto classificado com apenas 3 pontos em quatro jornadas, sem qualquer vitória na prova continental, o conjunto paulista recebe um San Lorenzo que lidera isolado com 6 pontos e ainda não conheceu o sabor da derrota nesta fase. A diferença é de três pontos, mas pesa mais do que isso: para o Santos, perder em casa é praticamente despedir-se dos playoffs.

O retrato recente da equipa da casa é desconcertante. Três empates seguidos na Sul-Americana e Copa do Brasil, antes de uma derrota pesada por 0-3 frente ao Coritiba, em pleno Brasileirão, há três dias. É um resultado que estilhaça qualquer ilusão de estabilidade defensiva e expõe um problema ofensivo crónico: três golos marcados em quatro jogos da fase de grupos, contra quatro sofridos. A forma DDDL diz tudo. A vitória por 2-0 sobre o RB Bragantino, a 10 de Maio, parece já longínqua, e o triunfo na Copa do Brasil frente ao mesmo Coritiba que dias depois lhe aplicaria três sem resposta acrescenta uma camada de imprevisibilidade que raramente joga a favor de quem precisa de pontos.

Do outro lado, o San Lorenzo chega com menos rodagem recente — apenas o nulo em Cuenca a 6 de Maio aparece no registo —, mas com argumentos sólidos. Quatro jogos, uma vitória e três empates, e sobretudo dois golos sofridos em quatro encontros. É a defesa mais fiável do agrupamento e tem sido o pilar de uma campanha em que a equipa argentina raramente se expõe. A forma DDWD não impressiona pelos triunfos, impressiona pela ausência de derrotas. E numa fase de grupos curta, não perder vale quase tanto como vencer.

Sem onzes publicados e sem dados de marcadores ou de cartões para qualquer dos lados, o exercício táctico fica limitado. Mas o padrão dos jogos do San Lorenzo na prova é claro: blocos médio-baixos, transições cautelosas, aceitação serena do empate fora de casa. É um guião que se ajusta bem ao momento — visita um adversário pressionado, que vai ter de arriscar mais do que aquilo a que está habituado, e que mostrou frente ao Coritiba como se desorganiza quando o jogo lhe foge.

O Santos terá de propor. Esse é o paradoxo desta noite na Vila: a equipa com menos confiança é obrigada a tomar a iniciativa contra o opositor mais bem instalado defensivamente do grupo. Historicamente, esse tipo de encontro tende a produzir poucos golos e muitas interrupções, sobretudo quando uma das equipas sente que um ponto serve perfeitamente os seus interesses.

A leitura editorial vai por aí. O San Lorenzo tem 0,5 golos sofridos por jogo nesta fase, o Santos não passa de 0,75 marcados, e o anterior duelo entre estas equipas — ainda que sem registo directo na base — encaixa no perfil de jogo travado e desconfiado típico da Sudamericana em momentos decisivos de grupo. O cenário de under aparece como o palpite mais ancorado nos números disponíveis. Um 1-1 ou um 0-1 não surpreenderia ninguém; um festival de golos, sim.

Para o Santos, é a noite em que precisa de redescobrir-se ofensivamente sem se desfazer atrás. Para o San Lorenzo, basta continuar a fazer o que tem feito. E o que tem feito é fechar a porta.

Recap

Empate a duas bolas na Vila, num jogo que prometeu seguir o guião defensivo previsto e acabou a desmenti-lo por completo. Ao intervalo, o Santos vencia por 2-0 e parecia ter encontrado a noite de reconciliação ofensiva que andava a perseguir há um mês. A segunda parte trouxe a reacção do San Lorenzo, que recuperou a desvantagem e levou de Vila Belmiro o ponto que lhe basta para continuar a comandar o grupo.

Os números pós-jogo dizem muito sobre a estranheza do encontro. A posse dividiu-se de forma equilibrada (47-53 favorável aos argentinos), com o Santos a rematar mais (8-6) e a obrigar a mais defesas (4-3 em remates enquadrados). Só um canto somado pela equipa da casa, nenhum pelo San Lorenzo — sinal de um jogo com poucas situações de pressão sustentada nas áreas. A leitura é a de uma partida em que o Santos foi mais agudo do que dominador, capitalizou a sua primeira parte e depois geriu mal o que tinha construído. O San Lorenzo, fiel ao perfil de equipa que aceita o empate fora, não precisou de muito para corrigir a noite: poucos remates, mas suficientes.

Para o Santos, o sabor é amargo. Liderar 2-0 ao intervalo contra o melhor defesa do grupo era, no contexto da prova, o cenário de sonho — e ainda assim a equipa sai sem vencer pela quinta jornada consecutiva. Para o San Lorenzo, mantém-se a invencibilidade e o estatuto de candidato mais consistente. A defesa, antes apontada como pilar, levou dois golos pela primeira vez na fase de grupos, mas a equipa demonstrou outra qualidade que ainda não tinha exibido: capacidade de reacção quando o plano corre mal.

O palpite `under_2_5` falhou. Houve quatro golos no marcador e o mercado resolveu-se logo na primeira parte. A tese assentava no perfil travado dos jogos do San Lorenzo e na esterilidade ofensiva do Santos — dois pressupostos que o jogo desmontou em quarenta e cinco minutos. Confiança de 7/10 que não se confirmou; o cenário de festival, aqui considerado improvável, foi precisamente o que se viu.

Telemetria
SAN
Telemetria
LOR
47
Posse (%)
53
8
Remates
6
4
À baliza
3
1
Cantos
0
Onzes

Onzes confirmados.

SAN
4-2-3-1· Cuca· Confirmado
Suplentes (12)
LOR
3-1-4-2· Gustavo Alvarez· Confirmado
  • 12Orlando GillG
  • 32Ezequiel HerreraD
  • 4Jhohan RomañaD
  • 55Lautaro MontenegroD
  • 8Manuel InsaurraldeM
  • 24Nicolás TripichioM
  • 10Facundo GulliM
  • 28Nahuel BarriosM
  • 6Mathias de RitisM
  • 9Alexis CuelloF
  • 29Rodrigo AuzmendiF
Suplentes (12)
  • 25José DevecchiG
  • 3Teo Rodríguez PaganoD
  • 14Agustin LadstatterD
  • 16Guzmán CorujoD
  • 35Alejo CordobaD
  • 34Fabricio LópezD
  • 26Gonzalo AbregoM
  • 13Juan RattalinoM
  • 5Ignacio PerruzziM
  • 17Gregorio RodriguezF
  • 11Matias RealiF
  • 18Diego HerazoF
Palpite registado

Menos de 2,5 golos

Total de golos · loss · resolução automática 2h após o final

Confiança
7/10
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