Foram dez palpites publicados para a jornada 38 da La Liga. Sete resultaram, três falharam. A taxa de acerto fixa-se nos 70%, com uma confiança média de 6,7/10. É o tipo de número que gostamos de ver no fecho de uma época, mas que só interessa se vier acompanhado da contabilidade completa — incluindo o que não correu bem. É para isso que existe esta página: o leitor decide quanto peso dar à redacção depois de ver os acertos e as derrotas lado a lado.
A calibração foi inusualmente concentrada. Não houve palpites no escalão 1-5 nem no escalão 8-10. Tudo se jogou no intervalo 6-7, que terminou com 7 em 10 — 70%. Não há, portanto, leitura possível sobre os palpites de máxima confiança nesta jornada, porque não existiram. O que ficou demonstrado é que a redacção não esticou a confiança para o fecho de época: ninguém assinou um 9 ou um 10, e o resultado agregado vive ou morre com o bucket intermédio.
Entre as melhores chamadas, o over 2,5 no Real Madrid-Athletic de Lucas Ribeiro saiu cheio: 4-2 no Bernabéu. Miguel Tavares fechou a jornada com 2 em 2, com destaque para o over 2,5 no Betis-Levante (2-1) que cumpriu a tese de jogo aberto sem pressão classificativa. André Soares, com 3 em 4, acertou o BTTS no Valencia-Barcelona, que terminou 3-1.
As derrotas exigem o mesmo destaque. O under 2,5 no Alavés-Rayo Vallecano, assinado por Lucas Ribeiro com confiança 7, caiu logo no 1-2 final — a tese dos empates apertados do Rayo não sobreviveu ao jogo. O over 2,5 no Celta-Sevilla de André Soares, também a 7, ficou-se pelo 1-0: as defesas porosas que justificavam a aposta resolveram trancar a porta precisamente nesta jornada. E o under 2,5 no Villarreal-Atlético de Felipa Machado terminou no improvável 5-1 — o oposto do que se previra. Três derrotas no mesmo mercado de linhas de golos, o que merece nota.
Para quem nos lê com regularidade, fica este resumo: 70% de acerto numa jornada inteira em bucket único de confiança média. As três derrotas estão todas no over/under e duas delas em direcções opostas, o que sugere menos um problema de leitura e mais a aleatoriedade típica de uma jornada de fecho. Ainda assim, é informação que entra na página de calibração e que pesa na forma como abordaremos linhas de golos nas primeiras jornadas de 2026/27. André Soares fecha a 75%, Miguel Tavares a 100% em duas chamadas, Lucas Ribeiro e Felipa Machado dividem-se a meio. A época acaba aqui; a contabilidade continua.