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sábado, 23/05 · 19:00 · Estadio Santiago Bernabéu · Jornada 38 · J. Martinez

Bernabéu fecha a época com Mbappé a procurar os 25

Real Madrid recebe um Athletic descaracterizado na última jornada, com a Champions já garantida e contas internas por arrumar.

Lucas Ribeiro·2 min·18/05/2026
Palpite · Total de golos
Confiança 7/10

Mais de 2,5 golos

Convergem três indicadores: 73 golos marcados pelo Real, 54 sofridos pelo Athletic e uma última jornada em que Mbappé e Vinícius querem fechar contas pessoais no Bernabéu.

A última jornada do campeonato espanhol traz ao Bernabéu um jogo de assimetrias evidentes. O Real Madrid, segundo classificado com 83 pontos, recebe um Athletic Club instalado a meio da tabela, no 12.º lugar com 45 pontos. Os madridistas já têm a presença na fase de liga da Champions selada e jogam sobretudo pela despedida em casa; os bascos chegam a Madrid sem objectivo desportivo imediato, numa época que ficou claramente abaixo do habitual.

A leitura da forma reforça o desequilíbrio. O Real soma três vitórias nos últimos cinco encontros do campeonato, com triunfos magros mas eficazes diante de Sevilla (1-0, fora) e Oviedo (2-0, em casa) a fechar a temporada doméstica. Os desaires recentes vieram da Liga dos Campeões, contra o Bayern Munique, num teste de outra dimensão. Já o Athletic encadeia uma sequência preocupante - DLLWL -, com a derrota por 0-2 em Espanyol e um empate caseiro com o Celta a expor as dificuldades de uma equipa que sofreu 54 golos em 37 jornadas, valor incompatível com qualquer ambição europeia.

Os números ofensivos contam o resto da história. Mbappé leva 24 golos em apenas 30 jogos e fecha em casa uma temporada de afirmação plena no campeonato espanhol. Vinícius Júnior junta 16 golos e 5 assistências, e Huijsen, central, tem mais golos do que qualquer atacante do Athletic. Do lado visitante, o melhor marcador é Ruíz de Galarreta, médio, com um único golo em 33 jogos. É um dado que define por si só a fragilidade ofensiva do conjunto basco nesta época: nenhum avançado entre os três jogadores mais influentes na ficha técnica.

Sem onzes publicados, resta antecipar. Ancelotti não tem motivos para guardar peças num jogo de fecho em casa, sobretudo com Mbappé instalado na luta pela bota e Vinícius a querer arredondar números. O sistema habitual em 4-3-3, com o francês a fixar o eixo e o brasileiro a partir da esquerda, deve repetir-se. Do outro lado, o Athletic chega desfalcado de soluções e com problemas disciplinares acumulados - Galarreta soma 10 amarelos, Vivian leva 8 e uma vermelha -, sinal de uma equipa que tem chegado tarde aos lances ao longo da época.

O contexto puxa o jogo para um registo de exibição madridista. O Real marca com facilidade em casa e o Athletic não tem, neste momento, nem o talento individual nem a solidez defensiva para travar uma frente atacante desta dimensão num Bernabéu em modo de despedida. A diferença de 38 pontos na classificação não é acidente estatístico: é o retrato fiel da distância competitiva entre as duas equipas neste momento da época.

O palpite editorial vai para o Over 2.5 golos. Convergem três indicadores: a média ofensiva do Real Madrid (73 golos marcados), a fragilidade defensiva do Athletic (54 sofridos, dos piores do meio da tabela) e a natureza do próprio jogo - última jornada, sem pressão de resultado para os visitantes, com Mbappé e Vinícius a querer fechar contas pessoais. Mesmo num cenário em que o Athletic marque um golo de circunstância, dificilmente o Real fica abaixo dos dois. A vitória dos da casa é o resultado mais provável, mas o mercado de golos oferece melhor leitura do contexto do que o simples 1x2.

Recap

Vitória do Real Madrid por 4-2, num jogo que ao intervalo já apontava para a leitura editorial que se desenhava: 2-1 nos primeiros 45 minutos, com os madridistas a impor ritmo desde cedo e o Athletic a responder pontualmente. Na segunda parte, os da casa arrumaram a contagem sem precisar de subir a intensidade defensiva, num registo de fecho de época em ambiente de despedida.

Os números pós-jogo dão conta de uma assimetria quase absoluta. O Real Madrid fechou com 74% de posse contra 26%, e somou oito remates à baliza contra apenas dois dos visitantes, em 13-8 no total. É um diferencial que confirma o que a leitura prévia antecipava: o Athletic não teve nem o talento individual nem a estrutura defensiva para travar a frente atacante madridista, e quando teve bola não a soube transformar em perigo real - dois remates enquadrados em noventa minutos é o retrato exacto de uma equipa que chegou a Madrid sem objectivo competitivo.

Curiosamente, o capítulo disciplinar inverteu-se face ao esperado. Os amarelos ficaram todos do lado do Real (2-0), num sinal de que foi a equipa da casa a ter de cortar transições mais do que o contrário, ainda que sem nunca perder o controlo do jogo. Os cantos (2-1) sublinham que o domínio madridista se fez sobretudo por posse trabalhada e finalização, não por pressão sobre área adversária a partir de bola parada. O Athletic confirmou no relvado a fragilidade dos 54 golos sofridos na época; o Real assinou o quarto golo da tarde com a naturalidade de quem chegou a esta jornada com 73 marcados.

O palpite `over_2_5` confirmou-se sem margem para dúvida: seis golos no marcador, com o limite ultrapassado ainda durante a primeira parte. A tese de que a média ofensiva do Real e a porosidade defensiva basca convergiam para um jogo de muitos golos resistiu ao teste do relvado. Fica um 4-2 que valida a confiança de 7/10 atribuída e que encerra a temporada doméstica do Bernabéu no registo previsto pela análise.

Telemetria
REA
Telemetria
BIL
74
Posse (%)
26
13
Remates
8
8
À baliza
2
2
Cantos
1
Palpite registado

Mais de 2,5 golos

Total de golos · win · resolução automática 2h após o final

Confiança
7/10
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