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sábado, 23/05 · 19:00 · Estadio Mendizorrotza · Jornada 38 · J. Manzano

Alavés fecha a época em Mendizorrotza com o ímpeto certo

Os bascos chegam à 38.ª jornada em quatro vitórias nos últimos cinco; o Rayo já garantiu o oitavo lugar e joga sem urgência.

Lucas Ribeiro·2 min·18/05/2026
Palpite · Total de golos
Confiança 7/10

Menos de 2,5 golos

Os 1-0 repetem-se nos dois lados nas últimas semanas, o Rayo é a equipa dos empates apertados, e o Alavés, mesmo a vencer, raramente abre o marcador além do golo de vantagem.

A última jornada de La Liga encontra o Alavés e o Rayo Vallecano em pontos distintos da tabela e da temperatura competitiva. Os bascos, 14.º com 43 pontos, já não correm risco de descida nem aspiram a outra coisa que não seja despedir-se da época diante dos seus. O Rayo, 8.º com 47 pontos, fecha um exercício sólido, com presença europeia incluída, e dificilmente terá no Mendizorrotza algo material a defender ou a conquistar.

O contexto importa porque condiciona a tonalidade do jogo. A equipa de Vitoria-Gasteiz chega lançada: WWDLW nas últimas cinco, com triunfos consecutivos por 1-0 frente a Oviedo, fora, e ao Barcelona, em casa. Dois resultados que dizem muito sobre o registo recente do conjunto: organização defensiva, jogo curto, decisão em margens mínimas. Os 54 golos sofridos em 37 jornadas continuam a ser o calcanhar de Aquiles, mas o saldo das últimas semanas sugere uma equipa mais compacta.

Toni Martínez, com 13 golos em 36 jogos, é o argumento ofensivo principal, secundado por Boyé (11 golos em 28 jogos). É uma dupla que vive de poucas oportunidades por jogo, o que ajuda a explicar porque é que os triunfos recentes do Alavés se desenham por 1-0. Antonio Blanco, com 9 amarelos, dá a medida da agressividade no meio-campo — uma equipa que disputa e fragmenta.

Do lado madrileno, o Rayo apresenta-se com WDDWD nas cinco últimas e um percurso interessante repartido entre La Liga e Conference League. Bateu o Villarreal por 2-0 em casa e empatou a um em Valência, depois de eliminar o Strasbourg na Europa com dois 1-0. É uma equipa de margens estreitas: 39 golos marcados, 43 sofridos, 14 empates somados ao longo da época — o maior número entre quase todos os concorrentes diretos. Jorge de Frutos, com 10 golos, lidera a produção ofensiva, e Isi Palazón continua a ser o cérebro, ainda que com 10 amarelos e um vermelho a recordar o seu envolvimento na fricção do jogo.

Sem onzes publicados, é razoável esperar alguma rotação do lado visitante, sobretudo num jogo em que o objetivo classificativo está cumprido e o desgaste acumulado das competições europeias se faz sentir. Ratiu, com 4 assistências a partir do lado direito, é o tipo de jogador que tanto pode ser poupado como aproveitado para fechar a temporada com minutos. O Alavés, em casa e em ritmo ascendente, terá menos motivos para gerir.

O cruzamento de tendências aponta para um jogo de baixa produção ofensiva. Os 1-0 repetem-se nos dois lados nas últimas semanas, o Rayo é a equipa dos empates apertados, e o Alavés, mesmo a vencer, raramente abre o marcador além do golo de vantagem. Em 37 jornadas, os bascos marcaram 43 golos; os madrilenos, 39. Não é um confronto entre ataques exuberantes.

O palpite editorial vai por aí. Há fundamento para esperar um jogo fechado, decidido na margem ou sem golos suficientes para ultrapassar a linha dos 2,5. A combinação entre a inércia competitiva do Rayo, a forma defensiva recente do Alavés e o histórico ofensivo limitado de ambos sustenta a opção pelo under. É o cenário que melhor traduz o que estes dois conjuntos têm mostrado em maio.

Recap

Reviravolta em Mendizorrotza: o Rayo Vallecano venceu por 2-1 depois de ter ido a perder ao intervalo. O Alavés chegou ao descanso a vencer por 1-0, fiel à matriz das últimas semanas, mas a segunda parte trouxe a viragem madrilena e um terceiro golo no marcador que desfez a tese do jogo fechado. A despedida em casa acabou em derrota para os bascos.

Os números pós-jogo descrevem um Alavés que dominou o volume ofensivo sem traduzir essa pressão num resultado favorável. Foram 19 remates contra 15, com uns expressivos 11 à baliza contra 7, e 10 cantos contra apenas 5 do Rayo. A posse repartiu-se de forma equilibrada (49-51), o que reforça a ideia de uma equipa da casa instalada em campo adversário durante boa parte do encontro. O problema foi o de sempre nesta época: a fragilidade defensiva. Mesmo a criar mais, o Alavés sofreu dois golos em sete remates enquadrados do adversário — uma eficiência incómoda para quem entrava como favorito ao 1-0.

O Rayo, esse, fez aquilo que tem feito em maio: viver de margens estreitas, agora invertendo a inércia em vez de a sofrer. Sem nada material em jogo, a equipa madrilena foi cirúrgica no segundo tempo e fechou a época com mais um resultado positivo. Os três amarelos de cada lado confirmam um jogo disputado, mas sem fricção excessiva. O contraste entre os 11 remates à baliza do Alavés e o 2-1 final é a fotografia justa da tarde: mereceu mais quem perdeu, levou mais quem foi mais eficaz.

O palpite `under_2_5` falhou. Houve três golos no marcador e a linha foi ultrapassada de forma clara, com o golo decisivo do Rayo a quebrar precisamente o padrão dos 1-0 que sustentava a tese editorial. A leitura do jogo — Alavés compacto, Rayo confortável nos empates apertados, ataques limitados — não se confirmou na segunda parte. A confiança de 7/10 não evitou a derrota: foi um cenário em que a inércia recente das duas equipas, esse argumento central do under, simplesmente não se replicou.

Telemetria
ALA
Telemetria
RAY
49
Posse (%)
51
19
Remates
15
11
À baliza
7
10
Cantos
5
Palpite registado

Menos de 2,5 golos

Total de golos · loss · resolução automática 2h após o final

Confiança
7/10
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