Foram dez palpites publicados para a jornada 36 de La Liga. Sete resultaram, três falharam. A taxa de acerto fica nos 70%, com uma confiança média de 6,8/10. É o tipo de jornada em que importa abrir os números antes de qualquer narrativa: publicamos esta auditoria para que quem nos lê saiba exactamente o que está a seguir quando segue uma análise da redacção. Não há recortes nem omissões — os dez jogos estão aqui, com vencedores e perdedores devidamente identificados.
A calibração ajuda a perceber onde a redacção esteve mais sólida. Os palpites de confiança alta (8-10) tiveram 1 em 1, com aproveitamento de 100%. Os de confiança média (6-7) ficaram-se por 6 em 9, uma taxa de 67% — perto da média global, sem grandes desvios. Não houve palpites de confiança baixa (1-5) nesta ronda. Por outras palavras: quando a redacção foi muito forte numa leitura, confirmou-se; quando ficou na zona morna do 6 ou 7, errou ao ritmo esperado.
Entre as melhores chamadas, destaque para o Real Madrid vs Oviedo assinado por Miguel Tavares: vitória caseira com confiança 9/10, o palpite mais carregado da semana, confirmado por um 2-0. Vale também sublinhar Lucas Ribeiro, que assinou 2 em 2 — incluindo o Celta Vigo vs Levante, onde o ambos marcam foi servido por um 2-3 em Balaídos. Felipa Machado fechou 3V em 4, com leituras certeiras em Espanyol e Girona.
As derrotas têm de ser ditas pelo nome. André Soares falhou o Villarreal vs Sevilla com home_win a 7/10 — o Sevilla foi a La Cerámica ganhar por 3-2 e desmontou a tese da vantagem competitiva caseira. Felipa Machado errou também a 7/10 no Alavés vs Barcelona: o over 2,5 ficou penalizado por um 1-0 contra-intuitivo, com o melhor ataque da Liga incapaz de furar Mendizorroza. E Miguel Tavares, que acertou em cheio no Bernabéu, tropeçou no Getafe vs Mallorca — o under 2,5 com confiança 7/10 caiu logo no primeiro tempo, com o Getafe a chegar aos três golos. Três derrotas, todas em palpites de confiança 7. É o aviso da semana: a zona 7/10 não é segurança, é probabilidade.
Para a jornada seguinte, fica a leitura: a redacção esteve cirúrgica no palpite de maior convicção e razoável no resto, mas a margem de erro no 7/10 continua a ser maior do que o número sugere visualmente. É precisamente o tipo de calibração que tentamos manter pública — quem quiser cruzar estes resultados com o histórico tem a página de calibração sempre actualizada. Sete em dez é bom; três derrotas em palpites de confiança 7 obrigam-nos a olhar duas vezes para o próximo bilhete servido nesse intervalo.