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domingo, 31/05 · 19:00 · Jornada 18 · A. Daronco

Vasco em queda recebe um Atlético-MG irregular no Rio

16.º contra 12.º, ambos com defesas permeáveis e ataques pouco produtivos: o cenário aponta para um jogo fechado e de poucos golos.

André Soares·3 min·25/05/2026
Palpite · Total de golos
Confiança 6/10

Menos de 2,5 golos

O Atlético-MG marcou 21 golos em 17 jornadas e tem como melhor marcador um central com 1 golo. Mesmo com a defesa frágil do Vasco, o histórico recente aponta para um jogo de baixa produção ofensiva.

Quem ganha? · sentimento dos leitores

Há jogos que se desenham pela soma das fragilidades e este é um deles. O Vasco chega à 18.ª jornada em estado de alarme, com três derrotas consecutivas e a defesa a sangrar golos a um ritmo incompatível com qualquer ambição que não seja a permanência. Do outro lado, o Atlético-MG oscila sem encontrar um fio condutor — uma vitória, uma derrota, um empate — e apresenta o ataque menos produtivo da metade superior da tabela. A leitura mais sóbria do confronto aponta para um jogo travado, de transições mal acabadas e poucas oportunidades claras.

Os números recentes do Vasco são duros. Levou 3-0 em casa do RB Bragantino, 4-1 em Porto Alegre frente ao Internacional, e ainda foi eliminar-se da Sul-Americana com um 3-1 sofrido em Assunção. São dez golos sofridos nos últimos três jogos, todos eles perdidos. A única vitória recente no campeonato, frente ao Atlético Paranaense, foi por 1-0 e ficou isolada no meio da espiral. Com 28 golos sofridos em 17 jornadas, a equipa de São Januário tem a quinta pior defesa entre os emblemas listados — e isso explica, mais do que qualquer outro indicador, a posição na tabela.

O Atlético-MG vive um problema diferente: marca pouco. Vinte e um golos em dezassete jornadas, um top-marcador (Ruan Tressoldi) que é defesa-central e soma um único golo, e um Renan Lodi que aparece como segundo nome ofensivo da equipa apenas com assistências. Não é casual que o jogo mais recente tenha terminado 0-1 em Itaquera, nem que três dos últimos seis duelos tenham fechado com a equipa a marcar um golo ou menos. A baliza adversária é, há semanas, o problema estrutural dos mineiros.

Quando se cruza um ataque que não desbloqueia jogos com uma defesa que sofre quase dois golos por jornada, o instinto é apontar para um festival de remates. A realidade tende a ser outra. O Atlético-MG não tem capacidade demonstrada para explorar a fragilidade vascaína de forma sistemática, e o Vasco, em casa e pressionado, tende a recuar linhas e a procurar segurança antes de ousadia. O xadrez ofensivo de ambos passa muito pelo meio-campo — Thiago Mendes e A. Gómez do lado carioca, ambos com três golos cada — o que reforça a ideia de um jogo de circulação lenta, com poucos quebra-linhas verticais.

Sem onzes publicados, fica por confirmar se Cuca recupera nomes ofensivos para o Atlético, mas o quadro de cartões dá pistas: Ruan Tressoldi soma cinco amarelos e é peça fixa atrás, Renan Lodi acumula um vermelho recente. Do lado do Vasco, a indisciplina concentra-se no eixo do meio-campo, onde Thiago Mendes carrega seis amarelos. É terreno propício a um jogo cortado, com muitas faltas no meio e poucas sequências longas.

O cenário mais provável é uma partida abaixo da linha de 2,5 golos, com um dos dois lados a resolver no detalhe ou a aceitar o empate como mal menor. O risco evidente está no histórico defensivo do Vasco: se o Atlético-MG acertar a primeira janela, o jogo pode abrir e arrastar a equipa da casa para uma derrota larga, como já aconteceu duas vezes neste mês. Mas para que isso suceda, os mineiros têm de fazer aquilo que não têm feito — marcar mais do que uma vez. E é precisamente nesse ponto que a tese ganha solidez.

Palpite registado

Menos de 2,5 golos

Total de golos · pending · resolução automática 2h após o final

Confiança
6/10
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