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domingo, 17/05 · 14:00 · Jornada 16 · P. Zanovelli

Santos reencontra Coritiba quatro dias depois do golpe na Taça

Quatro dias depois de eliminar o Coritiba da Copa do Brasil, o Santos recebe o mesmo adversário com o campeonato a apertar.

Miguel Tavares·3 min·18/05/2026
Palpite · Ambas marcam
Confiança 6/10

Uma das equipas não marca

Nos dois confrontos directos desta época o Coritiba não marcou (0-0 e 0-2). Sem onzes confirmados e com fadiga da meia-semana, faz sentido apontar para uma equipa sem marcar.

Há reencontros que pesam mais do que outros. O Santos volta a defrontar o Coritiba quatro dias depois de o eliminar da Copa do Brasil com um 2-0 fora de portas, e fá-lo agora pela Série A, num jogo em que precisa muito mais dos três pontos do que o adversário. A 15.ª posição com 18 pontos é desconfortável para um clube com este historial; o Coritiba, em 10.º com 20, vive um momento mais arrumado, ainda com o objectivo da Copa Sudamericana a alimentar a temporada.

A leitura da forma recente é, no entanto, ambígua para ambos. O Santos chega com WDDLW nos últimos cinco, uma sequência sem identidade clara, mas terminada com a vitória taça em Curitiba. O Coritiba traz DLLWD, mais irregular e com a derrota fresca para o mesmo adversário a fechar a série. Os números globais são quase espelhados: o Santos marcou 21 e sofreu 22 em 15 jornadas, o Coritiba marcou 18 e sofreu 19. Duas equipas de equilíbrio frágil, com defesas que cedem com regularidade e ataques que não compensam a oferta.

O confronto directo desta época diz alguma coisa sobre o jogo que aí vem. Em Abril, na Vila Belmiro, o duelo da Copa do Brasil acabou 0-0; em Maio, no Couto Pereira, o Santos resolveu por 2-0. Dois jogos, duas balizas do Santos por bater, e um Coritiba que falhou a marca nas duas ocasiões. É um padrão curto, mas é o padrão que existe, e contraria a leitura imediata de que duas defesas porosas garantem golos automáticos.

Sem onzes publicados de parte a parte, a referência mais fiável para o Santos continua a ser Gabriel Barbosa, com 4 golos e 2 assistências em apenas 9 jogos - produção que destoa do colectivo e que, ao mesmo tempo, é a única peça previsível do plano ofensivo. No Coritiba, a frente é mais distribuída: Breno Lopes lidera com 5 golos em 12 jogos, J. Lavega soma 4 a partir do meio-campo, Pedro Rocha tem outros 4 e Josué é o organizador, com 5 assistências. É um ataque mais coral, mas que não conseguiu furar o Santos em 180 minutos recentes.

A disciplina também merece nota. Breno Lopes, Lavega e Jacy acumulam amarelos com regularidade, e Jacy traz já uma expulsão na temporada - num jogo em que Zanovelli vai apitar e em que o Coritiba viaja com a pressão de inverter o resultado da taça, a margem para indisciplina é fina.

O cenário que mais bate certo com os dados é um jogo controlado, de poucos espaços, com o Santos a tentar capitalizar momentos individuais de Gabriel Barbosa e o Coritiba a depender da distribuição entre Breno Lopes, Lavega e Rocha para forçar a baliza. As duas defesas concedem, sim, mas no confronto directo desta época foi o Coritiba quem não conseguiu marcar - duas vezes seguidas. Sem onzes confirmados e com a fadiga acumulada de jogos a meio da semana, o palpite editorial inclina-se para um encontro abaixo da linha dos golos esperados.

Mais do que apostar na reincidência exacta do 0-0 ou do 2-0, faz sentido apontar para um jogo em que pelo menos uma das equipas volta a não marcar. O histórico imediato sustenta-o, e o equilíbrio competitivo também: nenhuma destas equipas tem o conforto necessário para se abrir.

Recap

Goleada do Coritiba na Vila Belmiro, 3-0, com a sentença escrita já ao intervalo. Os visitantes resolveram o jogo em 45 minutos, num arranque que virou do avesso o argumento de que o Santos estava em ascendente psicológico depois do 2-0 da Copa do Brasil. A segunda parte foi de gestão para os paranaenses e de frustração crescente para os anfitriões, que ainda viram um jogador expulso para fechar a noite negra.

O retrato estatístico expõe a inversão. O Santos teve 63% de posse e rematou 13 vezes, mas só acertou três à baliza - números de equipa que pressionou sem método e sem fluidez ofensiva. Do outro lado, o Coritiba aceitou recuar, esperou e foi cirúrgico: 9 remates, 5 enquadrados, três golos. É a métrica clássica do contra-ataque eficaz contra uma equipa obrigada a vencer e sem ideias para o conseguir. A bola parada e o transporte rápido valeram mais do que o monopólio do meio-campo.

Os cartões traduzem também o estado de espírito. O Santos terminou com quatro amarelos e um vermelho, sinal de uma equipa que perdeu a cabeça à medida que o resultado escapava. O Coritiba geriu com dois amarelos apenas, disciplinado num jogo em que viajava precisamente com a pressão acumulada da eliminação da taça. A leitura competitiva também muda: o Coritiba consolida a metade superior da tabela, o Santos afunda-se na zona suja da classificação e fica com um problema sério para resolver até final da época.

O palpite `btts_no` confirmou-se. A tese assentava em duas balizas por bater nos confrontos directos da época, com a expectativa de que fosse o Coritiba a falhar de novo - e o que aconteceu foi exactamente o inverso: foi o Santos que terminou sem marcar, com três remates enquadrados e um ataque sem rasgo. O caminho não foi o previsto, mas o mercado resolveu-se a favor: pelo terceiro encontro consecutivo entre estas duas equipas esta época, uma delas voltou a não festejar golo. Vitória do palpite, ainda que com o roteiro completamente trocado.

Telemetria
SAN
Telemetria
COR
63
Posse (%)
37
13
Remates
9
3
À baliza
5
3
Cantos
3
Palpite registado

Uma das equipas não marca

Ambas marcam · win · resolução automática 2h após o final

Confiança
6/10
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