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domingo, 24/05 · 13:00 · Stadio Ennio Tardini · Jornada 38 · N. Turrini

Parma e Sassuolo fecham época sem nada para perder

No Tardini, duas equipas a meio da tabela despedem-se da Serie A com defesas frágeis e ataques desiguais.

Miguel Tavares·3 min·18/05/2026
Palpite · Ambas marcam
Confiança 7/10

Ambas as equipas marcam

Parma e Sassuolo somam 95 golos sofridos em 74 jogos. Sem pressão classificativa e com defesas frágeis dos dois lados, o cenário mais lógico é uma tarde em que ambas marcam.

A última jornada da Serie A coloca frente a frente duas equipas que já não têm contas por ajustar. O Parma recebe o Sassuolo no Tardini com a permanência arrumada há semanas e o 13.º lugar praticamente garantido, com 42 pontos. Do outro lado, o Sassuolo chega à 38.ª jornada na 11.ª posição, com 49 pontos, sete acima do adversário desta tarde, e também sem horizonte europeu nem aflições no fundo da tabela. É o tipo de jogo em que a motivação se mede por orgulho profissional, não por urgência classificativa.

Os números recentes ajudam a explicar a leveza com que ambas as equipas chegam a Parma. O conjunto da casa traz a forma LLLWW: duas vitórias antes da derrota mínima em Como (0-1) e do desaire caseiro frente à Roma (2-3). O Sassuolo, com LLWDW, perdeu os dois últimos, em casa com o Lecce (2-3) e em Turim (1-2). Em comum, têm uma fragilidade defensiva que percorreu toda a temporada: 46 golos sofridos pelo Parma em 37 jogos, 49 pelo Sassuolo. A diferença está na produção ofensiva. O Sassuolo marcou 46 golos, quase o dobro dos 27 do Parma, e isso traduz bem a assimetria entre as duas equipas no capítulo da finalização.

No ataque, o Parma tem dependido quase em exclusivo de Mateo Pellegrino, autor de 8 golos em 36 jogos, números modestos para um avançado que carrega praticamente sozinho a referência ofensiva. Do lado do Sassuolo, há mais opções e mais qualidade: Pinamonti soma 9 golos e 3 assistências em 35 jornadas, Berardi 8 golos e 4 assistências em apenas 25 jogos, e Thorstvedt acrescenta 4 golos e 4 assistências a partir do meio-campo. O contraste entre uma frente de ataque com várias soluções e uma equipa que vive de um único finalizador é, provavelmente, a chave táctica do encontro.

Sem onzes publicados de parte a parte, fica por confirmar se Berardi recupera totalmente a titularidade depois de uma época intermitente em termos de utilização. A presença simultânea dele e de Pinamonti no eixo ofensivo é o cenário mais provável e o mais perigoso para a defesa do Parma, que tem sofrido com regularidade nos últimos jogos — três golos consentidos frente à Roma, um em Como, num registo defensivo que dificilmente se transforma na última jornada. No meio-campo, Thorstvedt e Matić garantem ao Sassuolo presença física e capacidade de chegada à área, embora ambos cheguem com a disciplina sob aviso: oito amarelos para o norueguês, sete e uma expulsão para o experiente sérvio.

O palpite editorial assenta menos em quem ganha e mais no perfil do jogo. Parma e Sassuolo somam, juntos, 95 golos sofridos em 74 jogos, uma média próxima de 1,3 por equipa e por jornada. Acrescente-se o contexto de fim de época, sem pressão classificativa, e o cenário aponta para um encontro aberto, em que as duas equipas se permitem trocar golpes. O Sassuolo marcou em ambos os últimos dois jogos e tem variedade de finalizadores; o Parma, mesmo em derrota, conseguiu marcar dois à Roma. A leitura mais consistente passa por um jogo com golos dos dois lados e linha do over 2,5 a fazer sentido — embora a aposta no over seja sempre mais exposta ao acaso de um lance isolado. Optamos por ambas marcam, que combina a tendência ofensiva do Sassuolo com a fragilidade defensiva crónica das duas equipas.

Recap

Vitória mínima do Parma por 1-0, num jogo que ficou empatado a zero ao intervalo e se decidiu na segunda parte. O resultado contraria a tese editorial e devolve aos emilianos uma despedida discreta diante do Tardini, com o Sassuolo a sair de Itália sem força ofensiva para responder ao golo sofrido.

Os números pós-jogo mostram um Parma dominador num registo pouco habitual. Dezasseis remates contra seis, três à baliza contra um e ligeira superioridade na posse (52%-48%) traduzem uma tarde em que a equipa da casa foi claramente mais perigosa e mais presente no último terço. O Sassuolo, que tinha sido apresentado como a equipa com mais soluções ofensivas, acabou por produzir apenas um remate enquadrado em todo o encontro — um número que destoa por completo da variedade de finalizadores que trazia na ficha técnica. A leitura é simples: o conjunto neroverde entrou em Parma sem o gás competitivo dos jogos anteriores e o Parma, mesmo com a permanência arrumada, foi a equipa que pareceu querer fechar a época com vitória.

Disciplinarmente, o jogo foi controlado, com dois amarelos para cada lado e apenas um canto por equipa, sinal de que houve pouca pressão nas áreas fora do lance individual. A fragilidade defensiva crónica que sustentou a antevisão — 95 golos sofridos entre as duas equipas ao longo da temporada — ficou suspensa precisamente na jornada em que era esperada que se manifestasse. Para o Parma, é a confirmação de que com Pellegrino e companhia consegue, pontualmente, ser eficaz; para o Sassuolo, é um epílogo sem sabor, com Berardi e Pinamonti a saírem em branco.

O palpite `btts_yes` falhou. O Sassuolo não marcou e o jogo terminou com apenas um golo, longe do cenário aberto que sustentava a tese. A leitura editorial assentava na frequência com que ambas as defesas eram batidas, mas a última jornada foi exactamente aquela em que essa tendência se interrompeu. Encerra-se a época com uma derrota do mercado de maior confiança e a lembrança de que, em jogos sem urgência classificativa, a inércia pode anular o histórico.

Telemetria
PAR
Telemetria
SAS
52
Posse (%)
48
16
Remates
6
3
À baliza
1
1
Cantos
1
Palpite registado

Ambas as equipas marcam

Ambas marcam · loss · resolução automática 2h após o final

Confiança
7/10
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