Foram nove palpites publicados para a jornada 34 da Primeira Liga. Sete resultaram, dois falharam. A taxa de acerto fixou-se em 78%, com uma confiança média de 6,7/10. Publicamos estes números na íntegra todas as semanas porque é assim que o leitor calibra a confiança que dá a cada análise — sem este exercício, qualquer tese vale o mesmo que um palpite anónimo de rede social. Esta foi uma jornada acima da média recente, ancorada em mercados de golos que se confirmaram em série.
A calibração de confiança ajudou. O único palpite na faixa alta (8-10) resultou: 1 em 1, taxa de 100%. Na faixa intermédia (6-7), onde se concentra o grosso do trabalho semanal, contabilizámos 6 acertos em 8, ou seja 75%. Não houve palpites na faixa baixa (1-5). A leitura é clara: quando assinámos com mais convicção, acertámos; quando assinámos com convicção mediana, acertámos três em cada quatro vezes. É a relação que queremos ver semana a semana.
A melhor chamada veio de Lucas Ribeiro, com o FC Porto–Santa Clara a 9/10 de confiança — vitória da equipa da casa, como previsto, num 1-0 sem sobressaltos. André Soares também merece destaque: assinou dois palpites e ambos resultaram, com particular relevo para o btts no Estoril–Benfica, que terminou 1-3. Miguel Tavares, com uma única entrada, fechou a jornada com 100%: o over 2,5 no Braga–Estrela confirmou-se num 2-2 de leitura limpa.
As duas derrotas. Lucas Ribeiro falhou o over 2,5 no Moreirense–AVS: o jogo terminou 0-0, exactamente o cenário oposto ao que a tese antecipava. Felipa Machado falhou o btts no Nacional–Guimarães, que acabou 2-0 — o Nacional marcou, sim, mas o Guimarães não respondeu. Ambos eram palpites de confiança 6/10 e ambos morreram pela mesma razão: defesas que, sobre o papel, sofriam golos com regularidade, decidiram não os sofrer naquela tarde específica. Acontece. Reconhecemos.
Por analista, a jornada distribuiu-se assim: Lucas Ribeiro 2-1 em três, Felipa Machado 2-1 em três, André Soares 2-0 em dois, Miguel Tavares 1-0 em um. Ninguém ficou em branco, ninguém varreu sozinho a tabela. É a distribuição saudável que preferimos ver — sem dependência de uma só assinatura.
Para a jornada 35, fica uma nota de recalibração: os dois falhanços foram ambos em mercados de golos baseados em médias agregadas de defesas permeáveis. Quando uma equipa joga sem urgência competitiva — caso do AVS num jogo neutro, ou do Guimarães já fora da corrida europeia — as médias da época podem enganar. Vamos revisitar este filtro. Os números completos da época continuam em /calibracao.