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domingo, 17/05 · 14:00 · Brentford Community Stadium · Jornada 37 · S. Barrott

Brentford fecha a época com a Europa ao alcance

Os londrinos recebem um Crystal Palace em queda livre na última jornada, com o oitavo lugar e o acesso à Conference League em jogo.

André Soares·2 min·18/05/2026
Palpite · Ambas marcam
Confiança 6/10

Ambas as equipas marcam

Brentford sofreu 51 golos e tem em Thiago um finalizador em pico; Palace traz Mateta e vive de transições com Sarr e Pino. Duas defesas frágeis e motivações desencontradas apontam para golos dos dois lados.

A última jornada da Premier League traz ao Brentford Community Stadium um duelo de objectivos assimétricos. O Brentford ocupa o oitavo lugar com 52 pontos e tem nas mãos a qualificação para a fase de apuramento da Conference League. Do outro lado, o Crystal Palace é 15.º com 45 pontos, sem nada a perder nem a ganhar em termos classificativos, mas com a moral fragilizada por uma série negativa que se arrasta há semanas.

A forma das duas equipas conta uma história clara. O conjunto de Keith Andrews chega com um registo recente irregular (DLWLD) e vem de uma derrota pesada por 0-3 em casa do Manchester City, mas dentro de portas tem sido competente para sustentar os 52 pontos. Já o Palace de Oliver Glasner não vence na liga há cinco jogos — DLDLL —, e a goleada sofrida também frente ao City, há quatro dias, expôs as limitações de um plantel desgastado por um percurso europeu exigente. As vitórias na Conference League contra o Shakhtar e a passagem por Florença consumiram energia que agora falta na liga.

Os números ofensivos do Brentford passam quase todos por Igor Thiago. O brasileiro leva 22 golos em 37 jogos e é, isolado, o motor de uma equipa que marcou 54 golos e sofreu 51 — um perfil de jogo aberto que tem produzido encontros movimentados. Schade, com 7 golos e 3 assistências, é o segundo elemento mais influente, e a dupla acumula também muitos amarelos, sinal da intensidade que ambos imprimem. Defensivamente, os 51 golos sofridos dizem o suficiente: este é um Brentford permeável, sobretudo quando a linha sobe.

O Palace traz Mateta como referência ofensiva (11 golos em 31 jogos), mas a produção colectiva é magra — apenas 40 golos marcados em 37 jornadas, o registo de uma equipa que depende muito do contra-ataque para criar perigo. Glasner mantém o 3-4-2-1 com Sarr e Pino atrás de Strand Larsen, esquema que pede transições rápidas e que, neste momento da época, encontra pernas cansadas para o executar.

Nos onzes confirmados, Andrews aposta no 4-2-3-1 habitual, com Kelleher na baliza, Collins e Ajer no eixo, e Damsgaard na criação por trás de Thiago. Ouattara e Jensen alargam o corredor ofensivo, e Yarmoliuk-Janelt asseguram a contenção. Pelo lado visitante, Henderson defende a baliza atrás de um trio Canvot-Lacroix-Riad, com Muñoz e Mitchell a fazerem todo o flanco. Wharton e Kamada formam o meio-campo, e Sarr-Pino-Strand Larsen compõem o tridente atacante.

O contexto editorial favorece claramente os anfitriões. O Brentford joga em casa, tem motivação concreta — a Europa —, e enfrenta uma equipa em decadência anímica e física. Mais do que o resultado, interessa o desenho do jogo: dois ataques que produzem assimetricamente (Thiago num pico, Mateta a meio-gás), duas defesas pouco fiáveis, e um árbitro, Samuel Barrott, que tende a deixar correr.

Tudo aponta para um jogo aberto. O Brentford precisa dos três pontos e vai pressionar alto; o Palace, mesmo sem ambição classificativa, tem nas transições com Sarr e Pino o seu único modo natural de existir em campo. Com 51 golos sofridos pelos anfitriões e um Mateta sempre perigoso na finalização, a hipótese de ambas as equipas marcarem ganha consistência. É esse o palpite editorial: ambas marcam, num jogo que dificilmente terminará em zeros de qualquer lado.

Recap

Empate a duas bolas no Community Stadium, com o intervalo já a registar 1-1. O Brentford não conseguiu transformar o domínio territorial em três pontos e o Palace, apesar do mau momento, levou de Londres um ponto que pouco lhe altera o destino classificativo. Os anfitriões ficaram a um passo da Europa que procuravam, mas terão de esperar pelos resultados das concorrentes para perceber se o oitavo lugar resiste.

A leitura estatística é interessante. O Brentford teve mais bola (58% de posse) e dominou as bolas paradas com nove cantos contra quatro, sinal de uma pressão constante sobre a área visitante. Mas foi o Palace quem rematou mais (16 contra 14) e, sobretudo, quem produziu mais perigo efectivo: cinco remates à baliza contra apenas três dos anfitriões. O guarda-redes do Brentford trabalhou mais do que o de Henderson, e isso explica como uma equipa com tanta posse acabou a dividir pontos.

Os três amarelos do Palace contra apenas um dos locais traduzem o desgaste físico de uma equipa cansada, obrigada a recompor-se com falta para travar as transições do adversário. O Palace de Glasner manteve o registo recente sem vitórias na liga, mas mostrou que ainda tem dentes na finalização — algo que a antevisão sinalizava como possível mesmo num plantel a meio-gás. Já o Brentford confirmou a fragilidade defensiva que os 51 golos sofridos durante a época anunciavam: três remates à baliza concedidos foram suficientes para sofrer dois golos.

O palpite `btts_yes` confirmou-se. A tese editorial estava certa nos dois pilares: o Brentford não conseguiu manter a baliza intacta — como vinha acontecendo durante toda a temporada — e o Palace, mesmo sem motivação classificativa, traduziu em golos a perigosidade ofensiva de Mateta e companhia. Um 2-2 que valida com clareza a leitura de duas defesas permeáveis a encontrarem-se num jogo aberto. WIN justo, com margem confortável: o empate com golos era exactamente o tipo de desfecho que o desenho do encontro pedia.

Telemetria
BRE
Telemetria
CRY
58
Posse (%)
42
14
Remates
16
3
À baliza
5
9
Cantos
4
Palpite registado

Ambas as equipas marcam

Ambas marcam · win · resolução automática 2h após o final

Confiança
6/10
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