Foram nove palpites na jornada 34 da Segunda Liga. Quatro resultaram, cinco falharam. Taxa de acerto da jornada: 44%. A confiança média ficou em 6,7/10, em linha com o que tem sido o registo da redacção nesta competição, mas o saldo é negativo e não há volta a dar-lhe. Publicamos estes números todas as semanas pela mesma razão: para que quem nos lê saiba exactamente quanto peso dar à próxima análise.
A calibração desta jornada é desconfortável. Os palpites de confiança média (6-7) tiveram 4 em 8, ou seja, exactamente 50% — o que é aceitável, mas pouco. O único palpite de confiança alta (8-10) falhou: 0 em 1. Não tivemos palpites de confiança baixa. Por analista, Miguel Tavares assinou os três acertos que fechou (3 em 3), Felipa Machado ficou em 1 em 3, e André Soares terminou em 0 em 3. Foi o seu pior registo recente nesta competição.
Entre as chamadas certeiras, destaca-se o under 2,5 no FC Porto B–Benfica B, de Miguel Tavares, com confiança 7: terminou 2-0, exactamente o jogo controlado e curto que a tese antecipava. Também resultou o under 2,5 no Portimonense–Farense, 1-0 final, e o BTTS sim no Paços–Penafiel, 2-1. Felipa Machado salvou o seu cartão com o Leixões a vencer o Lusitânia Lourosa, 2-1.
As derrotas pesam mais do que os acertos esta semana, e a maior é a mais fácil de identificar. O palpite de maior confiança da jornada — Académico de Viseu para vencer o Sporting CP B, confiança 8, assinado por André Soares — terminou 0-0. A leitura sobre motivação e qualidade ofensiva da equipa da casa não se materializou em campo, simplesmente. O mesmo analista falhou ainda os dois under 2,5 que apresentou: Marítimo–Chaves acabou 1-3 e Oliveirense–Felgueiras fechou em 1-5, num jogo em que a tese de "pouca produção ofensiva" foi desmentida por seis golos. Felipa Machado teve duas derrotas pelo mesmo mercado: Torreense–Vizela terminou 4-0 e União de Leiria–Feirense fechou 2-2.
O padrão da jornada é claro: cinco dos nove palpites foram em under 2,5, e três desses cinco falharam — em alguns casos de forma grosseira (1-5, 4-0). Em jornadas finais da fase regular, com equipas já sem objectivo competitivo definido ou com pressão de descida invertida, a tese de "jogo travado" mostrou-se frágil. É um ponto a recalibrar para o arranque da próxima época, e fica registado em /calibracao para que quem nos acompanha o possa verificar.