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domingo, 17/05 · 17:00 · Estadio Ciudad de Valencia · Jornada 37 · J. Alberola

Levante recebe Mallorca com a permanência já tratada

Os granotas chegam embalados por três vitórias consecutivas; os baleares jogam o último cartucho para fugir à despromoção.

Lucas Ribeiro·2 min·18/05/2026
Palpite · Ambas marcam
Confiança 7/10

Ambas as equipas marcam

Mallorca está obrigado a expor-se pela permanência e tem em Muriqi (22 golos) um argumento claro; Levante chega em alta com três vitórias seguidas. Duas defesas das mais batidas da liga.

O Estadio Ciudad de Valencia recebe um duelo com pesos muito diferentes nos dois lados. O Levante, 15.º com 42 pontos, vive um final de época tranquilo e, sobretudo, em alta. O Mallorca, 19.º com 39, está colocado em zona de despromoção directa para a LaLiga2 e precisa imperativamente de pontuar para manter aberta uma porta que está a fechar-se.

A leitura da forma é eloquente. Os granotas somam três vitórias seguidas dentro de uma sequência WWWLD, e o último resultado — o 3-2 conquistado em casa do Celta — confirma que a equipa de Luis Castro fecha o campeonato com a confiança em alta e com o ataque a funcionar. Os 46 golos marcados ao longo de 37 jornadas não são número de potência ofensiva, mas o registo recente sugere uma equipa solta, sem a pressão competitiva a travar-lhe os movimentos. Em contraste, o Mallorca chega com LLDWL nas últimas cinco e com a derrota por 3-1 em Getafe ainda fresca. Os 57 golos sofridos explicam, em boa parte, porque é que Demichelis não conseguiu estabilizar a equipa quando mais era preciso.

A diferença está também na disciplina. O Mallorca traz três dos seus titulares entre os jogadores mais advertidos da temporada: Pablo Maffeo (11 amarelos), Samú Costa (10) e Mojica (6 amarelos e um vermelho). Numa equipa obrigada a correr atrás do resultado, esse caderno de cartões é um aviso. Maffeo e Mojica são, simultaneamente, dois dos principais criadores pelos corredores, o que coloca Demichelis perante o velho dilema entre agressividade e contenção.

Os onzes estão confirmados. Luis Castro mantém o 4-4-2 com Mathew Ryan na baliza, dupla Moreno-De la Fuente no eixo e Iván Romero a apoiar Carlos Espí, o melhor marcador da casa com 10 golos em 24 jogos. É um sistema que se tem dado bem com transições rápidas, e a sequência recente confirma a leitura. Do outro lado, Demichelis opta pelo 4-3-1-2 com Pablo Torre atrás da dupla Muriqi-Luvumbo. Muriqi, com 22 golos em 36 jogos, é a evidência absoluta do ataque balear e o argumento que sustenta qualquer esperança de visita produtiva.

O cruzamento de necessidades aponta para um jogo aberto. O Mallorca não pode especular: precisa de marcar e de marcar cedo, sobretudo a contar com a referência aérea de Muriqi e a profundidade de Luvumbo. O Levante, jogando em casa e sem pressão classificativa, dificilmente se fecha num bloco baixo — a forma recente mostra exactamente o contrário. Soma-se a fragilidade defensiva mútua: 59 golos sofridos pelo Levante, 57 pelo Mallorca, números que colocam ambas as equipas entre as defesas mais permeáveis do campeonato.

O palpite editorial vai por aí. A combinação de uma equipa em alta ofensiva, de um visitante obrigado a expor-se e de duas defesas que sangram com regularidade faz do "ambas marcam" o cenário mais alinhado com os dados. Muriqi é argumento suficiente para acreditar no golo do Mallorca; a forma recente de Espí e companhia sustenta o golo do Levante. Com Alberola Rojas na arbitragem, e considerando o histórico de cartões dos visitantes, é provável que o jogo se quebre por momentos, abrindo espaços que ambas as equipas têm sabido aproveitar nas últimas semanas.

Recap

Vitória do Levante por 2-0, com o marcador já partido ao intervalo (1-0). Os granotas fecharam a época em casa com um triunfo que contraria por completo o guião de partida: o Mallorca, obrigado a vencer para sonhar com a permanência, saiu do Ciudad de Valencia sem golo e sem rede. O segundo tempo confirmou o que a primeira parte já indiciara — uma equipa balear incapaz de transformar pressão em perigo real.

Os números do jogo desmontam a narrativa habitual de "quem teve a bola, ganhou". O Mallorca dominou a posse de forma esmagadora, com 71% contra 29%, mas a estatística que importa conta outra história: 15 remates do Levante contra apenas 9 dos visitantes, e empate a 3 nos remates à baliza. Ou seja, o anfitrião precisou de muito menos bola para criar mais. O Mallorca teve a iniciativa, somou 6 cantos contra 4, mas nunca encontrou o canal certo para chegar à baliza de Ryan com perigo sustentado.

A disciplina, aliás já sinalizada como ponto frágil do lado balear, voltou a pesar. O jogo teve duas expulsões, uma de cada lado, e ainda três cartões amarelos no total. Numa partida em que o Mallorca precisava de manter onze unidades em campo e cabeça fria, ficar reduzido foi um luxo que a tabela não permitia. A equipa de Demichelis joga agora a permanência fora das suas mãos, dependente do que se passe noutros relvados. O Levante, esse, fecha a temporada com mais um triunfo a somar à série recente — uma forma final que dá razão à leitura da equipa de Luis Castro em alta.

O palpite `btts_yes` falhou. A tese assentava em duas defesas frágeis e num Mallorca obrigado a expor-se, com Muriqi como argumento ofensivo claro. A exposição existiu, mas faltou-lhe substância: três remates à baliza não chegaram para furar o Levante, e Muriqi não encontrou o golo que sustentava a confiança 7/10 atribuída ao mercado. Um 2-0 limpo é o pior cenário possível para "ambas marcam" e é também um lembrete editorial — posse de bola sem finalização não move marcadores.

Telemetria
LEV
Telemetria
MAL
29
Posse (%)
71
15
Remates
9
3
À baliza
3
4
Cantos
6
Palpite registado

Ambas as equipas marcam

Ambas marcam · loss · resolução automática 2h após o final

Confiança
7/10
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