Foram nove palpites para a 34.ª e última jornada da Bundesliga. Quatro resultaram, cinco falharam, nenhum acabou em push. Taxa de acerto da jornada: 44%. A confiança média foi de 6,9/10, ou seja, esta publicação assumiu uma posição relativamente firme em quase todos os jogos - e a maioria não correu como antecipámos. Estes números ficam aqui, em aberto, para que quem nos lê calibre o peso que dá às nossas leituras nas próximas semanas.
A calibração por confiança é o ponto mais interessante deste fecho de época. Os palpites de confiança alta (8-10) tiveram 1 em 2, ou seja, 50%. Os de confiança média (6-7) tiveram 3 em 7, uma taxa de 43%. Não houve palpites na zona baixa (1-5). A leitura honesta é que, na prática, o nível de confiança quase não diferenciou o resultado: a redacção entrou convicta em vários jogos onde a realidade não confirmou a tese. Por analista, André Soares fechou com 1 em 1, Felipa Machado com 1 em 2, e Miguel Tavares e Lucas Ribeiro saíram ambos com 1 em 3.
Entre as melhores chamadas ficam dois palpites que vale a pena assinalar. Miguel Tavares acertou no over 2,5 do Bayern–Köln com confiança 8 - o jogo terminou 5-1, sem margem para dúvida. André Soares acertou no ambas marcam do Freiburg–Leipzig, confiança 7, num 4-1 que validou a tese das defesas permeáveis. Felipa Machado leva também o over 2,5 do Frankfurt–Stuttgart, fechado em 2-2 - linha resolvida no detalhe, mas resolvida.
As derrotas exigem mais palavras. A mais cara foi o Leverkusen para vencer o Hamburgo, confiança 8, palpite de Miguel Tavares: o 1-1 caseiro deitou abaixo a aposta de maior peso da jornada. Felipa Machado falhou o ambas marcam no Union–Augsburg, que acabou 4-0 sem golo do visitante. Lucas Ribeiro perdeu o over 2,5 no Bremen–Dortmund (0-2) e ainda o under 2,5 no St. Pauli–Wolfsburg, que fechou em 1-3 - leitura desencontrada nos dois sentidos no mesmo dia. E Miguel Tavares falhou também o ambas marcam em Heidenheim–Mainz, 0-2 sem resposta do anfitrião apesar da pressão da descida. Não há atenuante: cinco teses que não bateram com o que aconteceu em campo.
O que retirar disto para a próxima jornada? Duas notas. A primeira é que jogos de fim de época, com motivações desiguais, continuam a ser terreno difícil - vários falhanços aconteceram em encontros com pouco em jogo para uma das equipas, e essa variável foi subvalorizada. A segunda é que a confiança 8 não nos protegeu nesta jornada; valeu metade. A calibração completa, palpite a palpite, fica em /calibracao para quem quiser puxar do histórico antes de seguir a próxima leitura.